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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Então 2010...

Estamos chegando a 2010. Parece até uma mentira, tendo em vista, tantas previsões catastróficas sobre final dos tempos!!!


Como sempre, e talvez, como todo o brasileiro, espero que este novo ano seja um ano melhor e de grandes mudanças e esperanças no que se refere ao meio ambiente,a paz entre os povos, etc. O ano que passou, 2009, foi um ano de muito aprendizado. A crise economica lançou uma dúvida e uma crítica bastante forte sobre o capital especultivo e nos mostrou que há um grande processo de mudança nos eixos da economia mundial. O Brasil, por sua vez, revelou que tem condições para ser um país de liderança mundial e que oferece grandes possibilidades de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, os problemas causados pelo aquecimento global continuam a ocorrer e, apesar da emergência de ações diretas para a redução dos gases causadores do efeito estufa, ainda não conseguimos chegar a nenhum conceso capaz de provocar ações efetivas de ajuda ao meio ambiente. Estes dois fatores juntos, crise economica e aquecimento global, lançaram ao nosso presente e futuro a exigência da construção de uma nova economia, baseada no desenvolvimento sustentável e capaz de ser mais dinamica e responsável.
Apesar dos problemas conceituais da pós-modernidade no que se refere a sua concepção de ciência, no que tange a um olhar sobre o contexto social em que estamos vivendo, parece que realmente desembarcamos na pós-modernidade. 2009, a meu ver, foi um ano de grandes contatos e sincretismos, onde arcaísmos e a alta tecnologia se encontraram de uma forma única. Por outro lado, como Guy Debord chamou a atenção há mais de 40 anos, ainda temos muito o que melhorar. Nossa sociedade do espetáculo parece cada vez mais espetacular...
Meus desejos, por outro lado, longe do pessimismo, é que 2010 seja um ano de grandes progressos no que se refere a paz. Que a diplomacia ocidental consiga dialogar com o oriente médio, especialmente os Estados Unidos! Que se chegue a um acordo viável e responsável sobre as ações que cada país deve desenvolver para reduzir os efeitos do aquecimento global. Que o Brasil saiba aproveitar sua posição pós-crise para se afirmar enquanto um país de economia sustentável e responsável. Que possamos refletir mais sobre nossos próximos governantes e buscarmos realizar o ideal verdadeiro da democracia. Que possamos construir políticas viáveis de proteção da floresta Amazonica e que, por fim, as desigualdades sociais possam ser reduzidas!
É claro que um ano é pouco tempo para tamanhas mudanças! Contudo, acredito que devemos acreditar na mudança e na possibilidade de melhorar, afinal, a esperança é a última que morre e o mundo se realiza na ação individual de cada ser humano!
FELIZ 20101!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tempo de Mudança

"Esta não deve ser uma luta entre ricos e pobres ou entre Ocidente e Oriente. As mudanças climáticas afetam a todos e devem ser resolvidas por todos(...) aquecimento maior, de 3ºC a 4ºC – o menor aumento que podemos esperar se continuarmos sem fazer nada –, poderá levar seca aos continentes, transformando áreas agrícolas em desertos. Metade das espécies poderá ser extinta, milhões de pessoas poderão ser desalojadas, nações inteiras inundadas pelo mar."
(Zero Hora, editorial do dia 7 de dezembro de 2009).
Até parece filme de ficção, mas não é. O aquecimento global é uma realidade, uma triste realidade. A reunião de Copenhagen nessa semana é decisiva para o início de uma efetiva tomada de decisão para o bem de todo nosso planeta e deve ser uma ação verdadeira e sem adiamento. Não imaginava há dez anos atrás que um dia estaria me preocupando se as próximas décadas de minha vida poderiam ter água ou um ar fresco para respirar... As máquinas vindas pela revolução industrial e toda a tecnologia que o ser humano criaram se voltaram, derrepente, contra os próprios criadores. Contudo, esta "revolta" foi causada pela própria indiferença dos seus criadores que, ao fazê-lo, se esqueceram de sua própria vida.
Parece inacreditável que, em menos de cem anos, as geleiras dos Andes, dos Alpes Europeus e boa parte da Antartica estarão derretidos e não os veremos mais! Além disso, é aterrorizante pensar que tantas espécies de animais desaparecerão por causa da ganância humana que, desde os tempos bíblicos tem sido denunciada, mas que, mesmo assim, procrastinamos e não buscamos mudar.
Contudo, por pior que possa ser nosso futuro, a falta de ação diante dele seria uma verdadeira covardia. Penso que na pior das hipóteses, ainda temos que escolher a melhor. Há saídas e o otimismo não deve morrer. Com a necessidade de mudarmos nosso modo de vida, nasce uma grande oportunidade de ação criativa. Podemos diversificar nossa economia, criarmos novos postos de emprego e novos setores na economica.
Porém, ao mesmo tempo, não podemos mais negar a realidade, triste realidade procurada com a mão humana! Meu desejo é que a Reunião de Copenhagen consigua chegar a um acordo ou pelo mesmo esboçá-lo de forma que, na Reunião da ONU sobre as mudanças climáticas em Bonn, haja uma ação detalhada e que possa ser colocada em prática o mais rápido possível. Não podemos mais ser negligentes com a vida de nosso planeta!
Heidegger dizia que o homem é um ser-no-mundo. Penso o mesmo. Existe uma finitude muito clara em nossas ações, contudo, tudo o que somos, sonhamos e pensamos está nesse mundo e somos parte da natureza deste mundo!
Por tanto, para o bem nosso, dos sorrisos das crianças, da felicidade de tantos milhares de seres humanos, para a vida livre de tantas espécies de animais, para que possamos ver os graciosos pinquins e os belos ursos polares, nosso verde nossos florestas, a tão vital água potável, nossa necessária agricultura, temos que MUDAR e AGIR para REDUZIR nossas emissões de GASES POLUENTES!
Não podemos permitir que a vida já tão difícil em nossas sociedades, com os problemas de desigualdade social, probreza, criminalidade, poluição,.., se intensifiquem por uma falta de ação humana.
Que os diversos lideres mundiais que estão em Copenhagen, possam pensar nisso. Porém, que não pensem apenas enquanto técnicos, enquanto diplomatas, mas, enquanto pais, habitantes deste mundo, seres integrantes de uma natureza ameaçada!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Copenhagen II: um problema


Um dos grandes problemas que podem implicar numa reunião sem resultado algum está na falta de vontade política de muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Apesar do exemplo da União Européia, nota-se pelos discurso pré-Copenhagen por parte de Barack Obama e do presidente da China que um acordo realmente eficaz sobre as mudanças climáticas será dificil. Claro que devemos levar em conta exageiros da impressa e diversas outras questões econômicas, principalmente. Contudo, simplismente, não consigo entender a cabeça destes líderes que preferem arriscar toda a vida na terra em prol da defesa de grupos industriais e outros ao invés de buscar uma proposta de adaptação da economia para um modo de desenvolvimento sustentável. Como muitos relatórios da União Européia têm mostrado, a transição de nossa economia altamente danosa ao meio ambiente para uma outra com maior sustentabilidade e respeito a natureza em suas ações não significa em perdas econômicas, mas sim, num reajustamento de setores da economia. Uma economia preocupada com o meio ambiente pode revelar um grande impulso inovador na forma como produzimos e consumimos, abrindo maiores possibilidades de pesquisa, desenvolvimento de novos produtos, reaproveitamente de resíduos e matéria prima, como também uma diversificação da própria economia.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Home - COP15 United Nations Climate Change Conference Copenhagen 2009



Que este encontro em Copenhagen possa ser muito proveitoso no sentido de se pensar, agir e refletir para uma ação humana na terra de forma sustentável e responsável com a vida deste planeta. As mudanças climáticas são, a meu ver, o mais drástico sinal de nossa secular recusa em buscar um desenvolvimento que levasse em conta o seu impacto no mundo. Uma ação coordenada entre as nações é fundamental para iniciarmos uma nova postura diante do meio ambiente e da vida, pensando agora, em nossa finitude enquanto seres integrantes desta natureza e não maiores a ela.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Boas Vindas

Que este espaço possa ser de intensos debates!!!